Como é feito o plano terapêutico individualizado na Terapia ABA

Terapia ABA

“Será que meu filho vai ter um plano só dele? E como os profissionais sabem o que ele precisa aprender primeiro?”
Essas são perguntas muito comuns quando uma família inicia o processo terapêutico com a Terapia ABA. A resposta é simples e muito importante: cada criança é única e por isso, cada plano também é.

Na Little TEA, clínica para autismo localizada em frente ao Metrô Paraíso, na zona sul de São Paulo, o plano terapêutico é o coração do trabalho com a criança. Ele não é apenas um conjunto de metas: é um caminho cuidadosamente traçado, com base na ciência, no vínculo e no respeito ao tempo de cada um.

Vamos entender como esse processo funciona?

O que é um plano terapêutico individualizado?

O plano terapêutico individualizado (ou PTI) é um documento técnico e prático, elaborado por uma equipe de especialistas em autismo com formação em Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Ele orienta todas as intervenções feitas com a criança, sempre com base em uma avaliação detalhada e personalizada.

Esse plano contém:

  • Habilidades que a criança já possui (repertório atual)

  • Habilidades que ainda precisam ser desenvolvidas

  • Metas terapêuticas de curto, médio e longo prazo

  • Estratégias específicas para o ensino de cada habilidade

  • Formas de registrar o progresso da criança ao longo do tempo


Na Terapia ABA, nada é feito por acaso. Cada estímulo, reforço ou correção é planejado com base no que aquela criança precisa para avançar no seu desenvolvimento, seja na comunicação, socialização, comportamento adaptativo ou autonomia.

Etapas da construção do plano na Terapia ABA

1. Avaliação inicial: o primeiro passo para entender a criança

Antes de qualquer intervenção começar, os profissionais realizam uma avaliação comportamental completa. Isso inclui:

  • Entrevistas com a família

  • Observações diretas da criança em diferentes contextos

  • Aplicação de instrumentos padronizados de avaliação de desenvolvimento e comportamento

  • Identificação de barreiras de aprendizagem (como comportamentos que dificultam a aquisição de novas habilidades)


Essa etapa é essencial para conhecer não só o que a criança já sabe fazer, mas como ela aprende melhor. Alguns aprendem por imitação, outros com repetição, alguns precisam de pistas visuais, enquanto outros respondem melhor ao reforço social, por exemplo.

Na Little TEA, esse olhar cuidadoso é feito por especialistas em autismo que entendem a importância de observar além dos números, considerando o contexto familiar, emocional e social da criança.

2. Definição de metas terapêuticas

Após a avaliação, a equipe define metas que fazem sentido para aquela criança e sua família.

Essas metas são divididas em diferentes áreas do desenvolvimento, como:

  • Comunicação (verbal, gestual ou por meios alternativos)

  • Habilidades sociais (responder ao nome, brincar, interagir com outras crianças)

  • Comportamento adaptativo (seguir instruções, esperar, pedir ajuda)

  • Autonomia (vestir-se, alimentar-se, ir ao banheiro)

  • Autorregulação emocional (lidar com frustrações, transições, mudanças de rotina)


As metas são sempre mensuráveis e observáveis. Por exemplo, ao invés de “melhorar a fala”, uma meta pode ser: “emitir 10 palavras diferentes de forma espontânea durante as atividades com brinquedos preferidos”.

3. Escolha de procedimentos e estratégias

Com as metas definidas, os terapeutas planejam como ensinar cada habilidade. Aqui entra a força da ciência da ABA, que usa técnicas validadas para promover aprendizado significativo e duradouro.

Alguns dos procedimentos utilizados são:

  • Reforço positivo: para aumentar comportamentos desejados (como olhar nos olhos ou pedir ajuda)

  • Análise funcional: para entender por que um comportamento desafiador acontece e como substituí-lo por outro mais adequado

  • Encadeamento de tarefas: quebrar uma atividade complexa em pequenos passos para ensinar com mais eficiência

  • Modelagem e imitação: ensinar novas respostas por meio da repetição e demonstração

  • Ensino estruturado: com sessões planejadas, materiais adaptados e objetivos claros

  • Generalização: garantir que a criança consiga aplicar o que aprendeu em diferentes ambientes e com diferentes pessoas


4. Registro e monitoramento do progresso

Na Terapia ABA, o acompanhamento é constante. Cada sessão é registrada com dados sobre:

  • Comportamentos observados

  • Respostas da criança

  • Quantas vezes a habilidade foi emitida corretamente

  • Dificuldades encontradas

  • Estratégias que funcionaram melhor


Esses dados são analisados semanalmente para ajustar o plano terapêutico sempre que necessário. Se uma criança já dominou uma habilidade, a meta é atualizada. Se algo não está funcionando, o time discute novas abordagens.

Esse olhar contínuo é parte do cuidado técnico e humano oferecido na Little TEA, onde os profissionais não apenas executam técnicas, eles se importam genuinamente com o progresso e o bem-estar de cada criança.

O papel da família na construção do plano

Nenhum plano terapêutico é completo sem a participação ativa da família.

Por isso, a orientação parental faz parte dos serviços oferecidos pela Little TEA. Os pais são convidados a participar das decisões, entender as metas e aprender a aplicar estratégias em casa, fortalecendo o que foi aprendido nas sessões.

Além disso, muitos comportamentos importantes aparecem fora do consultório: na rotina do banho, na hora da refeição, no passeio ao mercado. Por isso, a presença e o envolvimento da família tornam o plano ainda mais potente.

Exemplo prático: como tudo isso acontece na rotina?

Imagine o caso do Lucas, de 3 anos, que não responde ao nome e não utiliza palavras para se comunicar. Após avaliação, a equipe da Little TEA elaborou o seguinte plano inicial:

  • Meta 1: Responder ao nome em 80% das tentativas durante atividades com brinquedos preferidos.

  • Meta 2: Emitir 5 palavras funcionais com ajuda de gestos e reforço positivo.

  • Meta 3: Sentar-se por 5 minutos para atividade em mesa, com reforço visual.


As terapeutas usaram:

  • Modelagem e reforço com brinquedos que ele adora para ensinar o nome

  • Reforçadores preferidos (como bolhas de sabão e músicas) para incentivar a emissão de palavras

  • Apoios visuais e pistas gestuais para aumentar o tempo de atenção


Em algumas semanas, Lucas já estava dizendo “água”, “bola”, “mais”, e respondendo ao seu nome em boa parte das vezes. O plano foi ajustado, e novas metas foram criadas com base nesse avanço.

Esse é o dinamismo da Terapia ABA: é assim que ela transforma comportamento em aprendizado real.

A importância do ambiente: estrutura que acolhe e estimula

Um bom plano precisa de um bom espaço para acontecer. E isso também faz parte do trabalho da Little TEA.

A clínica foi planejada para ser um ambiente acolhedor, seguro e funcional, com:

  • Salas adaptadas para atendimentos individuais e em grupo

  • Materiais lúdicos e educativos, escolhidos com critério terapêutico

  • Espaços para socialização entre crianças

  • Equipe preparada para lidar com diferentes perfis comportamentais e sensoriais


Além disso, o espaço físico contribui para que a criança se sinta tranquila e engajada, dois ingredientes essenciais para o sucesso do plano terapêutico.

Supervisão clínica: garantindo qualidade e atualização constante

Outro diferencial da Little TEA é o processo de supervisão contínua. Os planos são revistos periodicamente por supervisores com ampla experiência em ABA e desenvolvimento infantil.

Essa supervisão garante:

  • Atualização das estratégias conforme o progresso da criança

  • Discussão de casos em equipe para trazer novas ideias

  • Troca de experiências entre terapeutas

  • Atendimento alinhado com as melhores práticas científicas


A Terapia ABA como aliada do desenvolvimento infantil

A Terapia ABA não é um modelo rígido, ela é flexível, humana e baseada em evidências, adaptando-se a cada fase da criança.

Na Little TEA, cada plano terapêutico é:

  • Individualizado

  • Cientificamente embasado

  • Acompanhado de perto

  • Compartilhado com a família

  • Pensado com carinho, estratégia e propósito


É assim que a gente acredita que o desenvolvimento acontece: com ciência, com vínculo e com presença real na vida da criança e da família.

Se você está procurando uma clínica para autismo com estrutura completa, equipe especializada e atendimento humanizado, venha conhecer a Little TEA, em frente ao Metrô Paraíso. Aqui, cada criança é recebida com o cuidado que merece e cada plano é desenhado para transformar pequenos passos em grandes conquistas.

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